Infelizmente confirmou-se a fratura no tornozelo esquerdo de Wallyson, que fi cará afastado dos gramados nos próximos quatro meses. Grande desfaque para o Cruzeiro.
Nação alvinegra deve apoiar o jovem Wallyson, para sua recuperação.
FORÇA , GAROTO !! ,
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
WALLYSSON
Suspeita de fratura no tornozel esquerdo do Diamante Negro que deixou o Beira-Rio em ambulancia (foto globo minas). O Cruzeiro segue via crucis, acumulando derrotas.
Rodriguinho, ex-ABC marcou um golaço abrindo o placar na vitória do America mineiro (3x0 no Fluminense), estréia do campeoníssimo técnico GIvanildo Oliveira no deca-campeão de Minas Gerais.
GALINHA CHOCA
O portal alvinegro e o site abcnatal, permitiram ver o frangaço de Welington, ao final desta manhã.
Entendí porque o nosso treinador afirmou após o jogo, que sua estratégia QUASE deu certo.
É verdade, apesar do absurdo recuo excessivo do time, se tivéssemos um goleiro experimentado
dificilmente sofreríamos o empate. O fato não isenta o técnico do erro de avaliação. Ora bolas,
se o nosso goleiro vem repetindo falhas, o perigo só aumenta, trazendo o adversário para as
proximidades da nossa meta, podendo desferir chutes de média e longa distância, como o de ontem,
replay de gol sofrido diante do SPort em Recife.
Ninguém mais do que este GOL DE PLACA, torce pelo sucesso dos pratas da casa.
Wellington é o melhor goleiro já formado no ABC. Tem futuro brilhante. Todavia desde a primeira
rodada, afirmamos que não demonstra estar preparado para a titularidade absoluta numa série B.
HUMOR
Rir é o melhor remédio para amenizar a ressaca do tropeço de ontem :
Quixadá/CE e não Juazeiro do Norte, é a terra da GALINHA CHOCA.
Há dois meses mudei-me para as proximidades da loja CONCEITO do Mais Querido.
Sexta-feira passada, lá estive para pagar minhas obrigaões com o clube.
Meu receio é deparar-me esta semana com anúncios de novas linhas de produtos :
RETRANCAS, FERROLHOS, FECHADURAS, PINICOS , CHIMARRÃO, tudo no estilo ASSUSTADO.
PENOSAS seriam |GALETO ASSADO, GALINHA CABIDELA, FRANGO A PASSARINHA
TREINADOR ENTREGA O CARGO
Neco, do Salgueiro, "jogou a toalha" na manhã deste Domingo.
Entendí porque o nosso treinador afirmou após o jogo, que sua estratégia QUASE deu certo.
É verdade, apesar do absurdo recuo excessivo do time, se tivéssemos um goleiro experimentado
dificilmente sofreríamos o empate. O fato não isenta o técnico do erro de avaliação. Ora bolas,
se o nosso goleiro vem repetindo falhas, o perigo só aumenta, trazendo o adversário para as
proximidades da nossa meta, podendo desferir chutes de média e longa distância, como o de ontem,
replay de gol sofrido diante do SPort em Recife.
Ninguém mais do que este GOL DE PLACA, torce pelo sucesso dos pratas da casa.
Wellington é o melhor goleiro já formado no ABC. Tem futuro brilhante. Todavia desde a primeira
rodada, afirmamos que não demonstra estar preparado para a titularidade absoluta numa série B.
HUMOR
Rir é o melhor remédio para amenizar a ressaca do tropeço de ontem :
Quixadá/CE e não Juazeiro do Norte, é a terra da GALINHA CHOCA.
Há dois meses mudei-me para as proximidades da loja CONCEITO do Mais Querido.
Sexta-feira passada, lá estive para pagar minhas obrigaões com o clube.
Meu receio é deparar-me esta semana com anúncios de novas linhas de produtos :
RETRANCAS, FERROLHOS, FECHADURAS, PINICOS , CHIMARRÃO, tudo no estilo ASSUSTADO.
PENOSAS seriam |GALETO ASSADO, GALINHA CABIDELA, FRANGO A PASSARINHA
TREINADOR ENTREGA O CARGO
Neco, do Salgueiro, "jogou a toalha" na manhã deste Domingo.
O CAVALO PASSOU SELADO
O Paraná perdeu em casa na sexta à noite. Manhã de sábado leio convocação do abcnatal, conclamando a frasqueira. Inicio da tarde o lateral Nêgo reforça o chamado nas redes sociais.
A noite chega com o empate do Goiás e a derrota do Americana. Pronto !! A faca e o Queijo.
Apresso minha ida ao Frasqueirão. Ao longe vislumbro com satisfação, a bandeira OFICIAL
do Mais Querido tremulando garbosa sobre o teto do estádio Maria Lamas Farache.
Jogo começa e a torcida participando ativamente. Cantando e apoiando nosso time, vaindo o Icasa.
O ABC dominou os quinze primeiros minutos. Todavia nosso previsível esquema de jogo, não
levou perigo ao gol adversário. Senti ausencia de jogadas pelas extremas, lembrei de João Paulo.
A zaga de Juazeiro cometeu um erro infantil e Leandrão fez grande jogada, deixando Cascata na
cara do Gol. O Camisa dez, um dos melhores jogadores da série B, finalizou com perfeição.
Tudo parecia caminhar bem. Eis que de repente, o Marcos Vinicius dá uma de "Juvenil" e comete
uma falta desnecessária no meio-de-campo. Já tinha o amarelo, foi expulso.
Ainda na primeira etapa, preocupei-me com o recuo excessivo do ABC. Todo o time, aquém
da nossa intermediária. Um equívoco, que poderia custar caro.
Preparei-me para um 2o. tempo difícil de assistir.
Torci para o ABC voltar com duas linhas de quatro, marcando um pouco mais à frente.
Pura Ilusão !! Bileu, juntou-se aos zagueiros dentro da nossa área. Makelelê próximo
a meia lua, Cascata um pouqinho mais à frente. Começamos a fazer faltas nas laterais.
Não conseguia acreditar que ninguém ficava no rebote. Pressenti a entrada de Leonardo.
Aos 40 minutos, tomei o rumo de casa, após o "horroroso espetáculo".
Imaginei : Se for para entrar no G4, vale a pena.
O som do Carro não sintonizava nehuma emissora, e ao entrar em casa logo busquei
saber o resultado. PQP. O jogo não podia ser 1 x 1.
Claro está que o sexto lugar é uma boa posição. O Objetivo é ficar entre os dez ao fim do 1o. turno.
Mas nosso time deu uma grande mancada e a situação é preocupante. Teremos quatro jogos dificilimos
até a virada do returno, contra adversários diretos. Ficamos dez pontos distantes da líder Portuguesa,
e o pior, estamos apenas seis pontos à frente da zona de rebaixamento. Não podemos vacilar.
Se pertinho do G4, falta ousadia para qualificar nosso elenco, imagine numa situação adversa.
Não há dúvidas que necessitamos de um goleiro mais experiente para disputar a posição com
o nosso talentoso e promissor Wellington. Um zagueiro canhoto, um atacante driblador, que
atue pelas extremas. Um meia organizador de jogadas. Nossa torcida merece sonhar.
A vida costuma ser impiedosa com os medrosos. O Medo de peder, castigou o nosso ABC.
REFORÇO
O meia natalense Bismarck (foto) foi contratado pelo Santa Cruz de Recife
HORÁRIO IMPRÓPRIO (fonte: folha de são paulo)
Sábado, 21h, definitivamente não é dia de futebol.
E quem mostra isso são os próprios torcedores que acompanham o Campeonato Brasileiro nos estádios.
Levantamento feito pela Folha mostra que os jogos de sábado, às 21h, novo horário criado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), são os mais esvaziados.
Comparando com outras faixas de jogos, nenhuma tem atraído tão pouca torcida. E essas partidas são transmitidos apenas em pay-per-view.
Até a 14ª rodada, pouco mais de 8.000 torcedores, em média, compareceram aos dez jogos realizados ao longo dos últimos sábados, 21h.
Se a partida é no sábado, mas às 18h30, o público sobe: 10,5 mil, em média.
Até mesmo os duelos de quinta-feira, dia útil, também às 21h, têm sido mais cheios, com média de 10 mil fãs. Mas o torcedor gosta mesmo é da tarde de domingo. As partidas das 16h são as campeãs, com média de 17,3 mil.
Coincidência ou não, não é apenas o público que é menor no sábado às 21h. A média de gols do campeonato, hoje de 2,61 por partida, cai para 2,1. E também há mais empates: metade dos dez jogos das noites de sábado terminaram sem vencedor.
TAÍ, UM BOM ARGUMENTO para o prof. Leandro Campos acrescentar ao ROSÁRIO de DESCULPAS após os empates do ABC.
A noite chega com o empate do Goiás e a derrota do Americana. Pronto !! A faca e o Queijo.
Apresso minha ida ao Frasqueirão. Ao longe vislumbro com satisfação, a bandeira OFICIAL
do Mais Querido tremulando garbosa sobre o teto do estádio Maria Lamas Farache.
Jogo começa e a torcida participando ativamente. Cantando e apoiando nosso time, vaindo o Icasa.
O ABC dominou os quinze primeiros minutos. Todavia nosso previsível esquema de jogo, não
levou perigo ao gol adversário. Senti ausencia de jogadas pelas extremas, lembrei de João Paulo.
A zaga de Juazeiro cometeu um erro infantil e Leandrão fez grande jogada, deixando Cascata na
cara do Gol. O Camisa dez, um dos melhores jogadores da série B, finalizou com perfeição.
Tudo parecia caminhar bem. Eis que de repente, o Marcos Vinicius dá uma de "Juvenil" e comete
uma falta desnecessária no meio-de-campo. Já tinha o amarelo, foi expulso.
Ainda na primeira etapa, preocupei-me com o recuo excessivo do ABC. Todo o time, aquém
da nossa intermediária. Um equívoco, que poderia custar caro.
Preparei-me para um 2o. tempo difícil de assistir.
Torci para o ABC voltar com duas linhas de quatro, marcando um pouco mais à frente.
Pura Ilusão !! Bileu, juntou-se aos zagueiros dentro da nossa área. Makelelê próximo
a meia lua, Cascata um pouqinho mais à frente. Começamos a fazer faltas nas laterais.
Não conseguia acreditar que ninguém ficava no rebote. Pressenti a entrada de Leonardo.
Aos 40 minutos, tomei o rumo de casa, após o "horroroso espetáculo".
Imaginei : Se for para entrar no G4, vale a pena.
O som do Carro não sintonizava nehuma emissora, e ao entrar em casa logo busquei
saber o resultado. PQP. O jogo não podia ser 1 x 1.
Claro está que o sexto lugar é uma boa posição. O Objetivo é ficar entre os dez ao fim do 1o. turno.
Mas nosso time deu uma grande mancada e a situação é preocupante. Teremos quatro jogos dificilimos
até a virada do returno, contra adversários diretos. Ficamos dez pontos distantes da líder Portuguesa,
e o pior, estamos apenas seis pontos à frente da zona de rebaixamento. Não podemos vacilar.
Se pertinho do G4, falta ousadia para qualificar nosso elenco, imagine numa situação adversa.
Não há dúvidas que necessitamos de um goleiro mais experiente para disputar a posição com
o nosso talentoso e promissor Wellington. Um zagueiro canhoto, um atacante driblador, que
atue pelas extremas. Um meia organizador de jogadas. Nossa torcida merece sonhar.
A vida costuma ser impiedosa com os medrosos. O Medo de peder, castigou o nosso ABC.
REFORÇO
O meia natalense Bismarck (foto) foi contratado pelo Santa Cruz de Recife
HORÁRIO IMPRÓPRIO (fonte: folha de são paulo)
Sábado, 21h, definitivamente não é dia de futebol.
E quem mostra isso são os próprios torcedores que acompanham o Campeonato Brasileiro nos estádios.
Levantamento feito pela Folha mostra que os jogos de sábado, às 21h, novo horário criado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), são os mais esvaziados.
Comparando com outras faixas de jogos, nenhuma tem atraído tão pouca torcida. E essas partidas são transmitidos apenas em pay-per-view.
Até a 14ª rodada, pouco mais de 8.000 torcedores, em média, compareceram aos dez jogos realizados ao longo dos últimos sábados, 21h.
Se a partida é no sábado, mas às 18h30, o público sobe: 10,5 mil, em média.
Até mesmo os duelos de quinta-feira, dia útil, também às 21h, têm sido mais cheios, com média de 10 mil fãs. Mas o torcedor gosta mesmo é da tarde de domingo. As partidas das 16h são as campeãs, com média de 17,3 mil.
Coincidência ou não, não é apenas o público que é menor no sábado às 21h. A média de gols do campeonato, hoje de 2,61 por partida, cai para 2,1. E também há mais empates: metade dos dez jogos das noites de sábado terminaram sem vencedor.
TAÍ, UM BOM ARGUMENTO para o prof. Leandro Campos acrescentar ao ROSÁRIO de DESCULPAS após os empates do ABC.
sábado, 6 de agosto de 2011
UM POVO CHAMADO ABC
A frase do mestre Câmara Cascudo, intitula este GP para conclamar a frasqueira para reconduzir o ABC ao G4. Depende apenas de nós mesmos. O passaporte é a vitória esta noite.
Volto ao mestre CASCUDO para reproduzir abaixo, trechos do discurso do senador Paulo Davim (Conselheiro do ABC), proferido no senado Federal na última 4a. feira.

"Quando requeri esta Sessão Solene tive a convicção de estar propondo uma homenagem extremamente justa, e extremamente oportuna. A estatura do grande potiguar e brasileiro, sua brilhante trajetória de vida e sua enorme contribuição à cultura de nosso País justificam plenamente a homenagem.
Falar sobre Luis da Câmara Cascudo é para mim um misto de honra, orgulho e até de ousadia. Honra porque não resta dúvidas de que Câmara Cascudo não só fez parte daqueles que se notabilazaram pelos seus grandes feitos. Mas, sobretudo, porque ele foi responsável por notabilizar a pesquisa brasileira, os estudos etnográficos, nossos costumes, nossa cultura, dando equânime valor aos grandes homens que com ele conviveram – aprendendo e ensinando – assim como também valorizando e mostrando ao mundo os gestos mais simples e cotidiano dos homens do chão de terra seca do nosso nordeste.
Orgulho - pela unanimidade do reconhecimento do valor deste homem e da sua vasta obra.
Ousadia - porque diante de tão grandiosa obra e legado deixados por ele, qualquer tentativa de resumir em poucos minutos o que ele representou na história cultural brasileira, pode soar rasteiro, cérceo de todo o merecimento que lhe é de direito.
Luís da Câmara Cascudo nasceu em 30 de dezembro de 1898 na nossa Natal – a cidade que encantou o sol, sem com ele desposar, daí carinhosamente ser chamada de “Noiva do Sol” ou “Cidade do Sol”. Cascudo desde cedo demonstrou uma invulgar curiosidade intelectual.
Estudou no Atheneu Norte-Riograndense, a mais antiga e tradicional instituição escolar do País, fundada em fevereiro de 1834 e anterior, portanto, ao aclamado Colégio Pedro II do Rio de Janeiro. O mesmo Atheneu do qual, anos mais tarde, viria a ser professor e diretor.
Concluída a formação básica, sua alma buliçosa aventurou-se pelos mais variados campos do conhecimento humano. Pensou em ser Médico e chegou a cursar alguns anos de Medicina em Salvador e no Rio de Janeiro. Em 1928, concluiu o curso de Direito na velha Faculdade do Recife e o curso de Etnografia na Faculdade de Filosofia da terra natal. À nossa veneranda Universidade do Rio Grande do Norte, por sinal, também voltaria depois como professor de Direito Internacional Público e de Etnografia Geral.
Jornalista dos mais inspirados e atuantes, colaborou em vários periódicos de Natal e de outras cidades do Brasil. Manteve ao longo de décadas uma coluna diária, por meio da qual lançava um olhar arguto e sensível à paisagem humana de sua cidade. Historiador atento e perspicaz, escreveu, por exemplo, as biografias de Solano López, do Conde d’Eu e do Marquês de Olinda. E o amor incondicional por sua terra levou-o a escrever a História da Cidade do Natal e a História do Rio Grande do Norte. Mas foi com o livro “ Alma Patrícia” em 1921- há 90 anos - que estreou como escritor.
Nesse mesmo período fundou a Sociedade Brasileira de Folclore propondo uma nova teoria para a cultura popular. Mantinha contatos freqüentes com grandes nomes como Carlos Drumond de Andrade, Manuel Bandeira, Mário de Andrade, Monteiro Lobato, Gilberto Freire, entre outros.
O geógrafo talentoso se fez notar em Geografia do Brasil Holandês; o ensaísta, em Jangada e em Rede de dormir; e o ficcionista, em Histórias que o tempo leva.
Acima de tudo, porém – e é nesse campo que seu vigor intelectual se mostrará mais intenso, mais destacado e, seguramente, imprescindível –, Luís da Câmara Cascudo escreveu sobre Etnografia e Folclore.
Instigava-o, Senhoras e Senhores Senadores, essa riqueza imensurável que vamos encontrar na cultura popular, nas tradições e nos costumes, nos modos de falar e vestir, nas lendas e nos mitos que resistem ao tempo, nas superstições, nos hábitos alimentares, nos folguedos, nos jogos infantis, nas práticas funerárias, em todo esse arcabouço, enfim, que traduz com muita propriedade os princípios e valores assumidos por um grupamento de seres humanos.
A esse tema, Senhor Presidente, entregou-se de corpo e alma. Dos mais de cem títulos, entre livros, traduções, opúsculos, e alguns milhares de artigos publicados no Brasil e em vários países, grande parte foi dedicada ao folclore nacional ou regional, somando oito mil e quinhentas páginas. Páginas que foram escritas, para alegria dos leitores, não com o ranço acadêmico dos pesquisadores insensíveis ao gosto popular, mas numa linguagem bastante acessível, ainda que sem prejuízo do rigor técnico.
Nesse conjunto, destacam-se várias obras-primas, cada uma delas capaz de embasar, por si só, a merecidíssima reputação de maior folclorista da História do Brasil.
“Cascudo viveu como um descobridor, vendo e ouvindo, lendo e perguntando, anotando e escrevendo, sem nunca pensar em deixar sua terra Natal, entre o rio e o mar”. Escreveu o Jornalista e escritor Vicente Serejo.
Por várias vezes declinou o convite para ensinar em Universidades da Europa, EUA e da América Latina e até ao honroso convite do então Presidente Juscelino Kubitschek para ser reitor da UnB. Também recusou o Fardão da Academia Brasileira de Letras.
Luis da Câmara Cascudo nasceu, viveu e morreu na sua aldeia. Genial e humilde. Pobre e feliz.
Esse, Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Senadores, é o Câmara Cascudo, o grande brasileiro que hoje homenageamos. Ao exaltá-lo, ao destacar sua valiosíssima contribuição para a cultura do Brasil, aproveito para levar meu reconhecimento, também, a todos aqueles que se dedicam ao estudo do folclore em nosso País. É por conta de seu trabalho, de sua dedicação, de seu amor à profissão, que conseguimos manter viva uma cultura popular tão rica e tão diversificada.
Volto ao mestre CASCUDO para reproduzir abaixo, trechos do discurso do senador Paulo Davim (Conselheiro do ABC), proferido no senado Federal na última 4a. feira.

"Quando requeri esta Sessão Solene tive a convicção de estar propondo uma homenagem extremamente justa, e extremamente oportuna. A estatura do grande potiguar e brasileiro, sua brilhante trajetória de vida e sua enorme contribuição à cultura de nosso País justificam plenamente a homenagem.
Falar sobre Luis da Câmara Cascudo é para mim um misto de honra, orgulho e até de ousadia. Honra porque não resta dúvidas de que Câmara Cascudo não só fez parte daqueles que se notabilazaram pelos seus grandes feitos. Mas, sobretudo, porque ele foi responsável por notabilizar a pesquisa brasileira, os estudos etnográficos, nossos costumes, nossa cultura, dando equânime valor aos grandes homens que com ele conviveram – aprendendo e ensinando – assim como também valorizando e mostrando ao mundo os gestos mais simples e cotidiano dos homens do chão de terra seca do nosso nordeste.
Orgulho - pela unanimidade do reconhecimento do valor deste homem e da sua vasta obra.
Ousadia - porque diante de tão grandiosa obra e legado deixados por ele, qualquer tentativa de resumir em poucos minutos o que ele representou na história cultural brasileira, pode soar rasteiro, cérceo de todo o merecimento que lhe é de direito.
Luís da Câmara Cascudo nasceu em 30 de dezembro de 1898 na nossa Natal – a cidade que encantou o sol, sem com ele desposar, daí carinhosamente ser chamada de “Noiva do Sol” ou “Cidade do Sol”. Cascudo desde cedo demonstrou uma invulgar curiosidade intelectual.
Estudou no Atheneu Norte-Riograndense, a mais antiga e tradicional instituição escolar do País, fundada em fevereiro de 1834 e anterior, portanto, ao aclamado Colégio Pedro II do Rio de Janeiro. O mesmo Atheneu do qual, anos mais tarde, viria a ser professor e diretor.
Concluída a formação básica, sua alma buliçosa aventurou-se pelos mais variados campos do conhecimento humano. Pensou em ser Médico e chegou a cursar alguns anos de Medicina em Salvador e no Rio de Janeiro. Em 1928, concluiu o curso de Direito na velha Faculdade do Recife e o curso de Etnografia na Faculdade de Filosofia da terra natal. À nossa veneranda Universidade do Rio Grande do Norte, por sinal, também voltaria depois como professor de Direito Internacional Público e de Etnografia Geral.
Jornalista dos mais inspirados e atuantes, colaborou em vários periódicos de Natal e de outras cidades do Brasil. Manteve ao longo de décadas uma coluna diária, por meio da qual lançava um olhar arguto e sensível à paisagem humana de sua cidade. Historiador atento e perspicaz, escreveu, por exemplo, as biografias de Solano López, do Conde d’Eu e do Marquês de Olinda. E o amor incondicional por sua terra levou-o a escrever a História da Cidade do Natal e a História do Rio Grande do Norte. Mas foi com o livro “ Alma Patrícia” em 1921- há 90 anos - que estreou como escritor.
Nesse mesmo período fundou a Sociedade Brasileira de Folclore propondo uma nova teoria para a cultura popular. Mantinha contatos freqüentes com grandes nomes como Carlos Drumond de Andrade, Manuel Bandeira, Mário de Andrade, Monteiro Lobato, Gilberto Freire, entre outros.
O geógrafo talentoso se fez notar em Geografia do Brasil Holandês; o ensaísta, em Jangada e em Rede de dormir; e o ficcionista, em Histórias que o tempo leva.
Acima de tudo, porém – e é nesse campo que seu vigor intelectual se mostrará mais intenso, mais destacado e, seguramente, imprescindível –, Luís da Câmara Cascudo escreveu sobre Etnografia e Folclore.
Instigava-o, Senhoras e Senhores Senadores, essa riqueza imensurável que vamos encontrar na cultura popular, nas tradições e nos costumes, nos modos de falar e vestir, nas lendas e nos mitos que resistem ao tempo, nas superstições, nos hábitos alimentares, nos folguedos, nos jogos infantis, nas práticas funerárias, em todo esse arcabouço, enfim, que traduz com muita propriedade os princípios e valores assumidos por um grupamento de seres humanos.
A esse tema, Senhor Presidente, entregou-se de corpo e alma. Dos mais de cem títulos, entre livros, traduções, opúsculos, e alguns milhares de artigos publicados no Brasil e em vários países, grande parte foi dedicada ao folclore nacional ou regional, somando oito mil e quinhentas páginas. Páginas que foram escritas, para alegria dos leitores, não com o ranço acadêmico dos pesquisadores insensíveis ao gosto popular, mas numa linguagem bastante acessível, ainda que sem prejuízo do rigor técnico.
Nesse conjunto, destacam-se várias obras-primas, cada uma delas capaz de embasar, por si só, a merecidíssima reputação de maior folclorista da História do Brasil.
“Cascudo viveu como um descobridor, vendo e ouvindo, lendo e perguntando, anotando e escrevendo, sem nunca pensar em deixar sua terra Natal, entre o rio e o mar”. Escreveu o Jornalista e escritor Vicente Serejo.
Por várias vezes declinou o convite para ensinar em Universidades da Europa, EUA e da América Latina e até ao honroso convite do então Presidente Juscelino Kubitschek para ser reitor da UnB. Também recusou o Fardão da Academia Brasileira de Letras.
Luis da Câmara Cascudo nasceu, viveu e morreu na sua aldeia. Genial e humilde. Pobre e feliz.
Esse, Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Senadores, é o Câmara Cascudo, o grande brasileiro que hoje homenageamos. Ao exaltá-lo, ao destacar sua valiosíssima contribuição para a cultura do Brasil, aproveito para levar meu reconhecimento, também, a todos aqueles que se dedicam ao estudo do folclore em nosso País. É por conta de seu trabalho, de sua dedicação, de seu amor à profissão, que conseguimos manter viva uma cultura popular tão rica e tão diversificada.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
VENCER !!
Neste sábado. o ABC tentará vencer o Icasa pela primeira vez. Nos dois confrontos realizados até hoje,
valendo o seletivo para a série B/1994, ocorreram em 1993 :
Em 17/10/93, Icasa 2 x 1 em Juazeiro; Dia 22/11/93, empate de 1 x 1 em Natal
O que une os dois clubes é o fato de dois dos maiores craques do ABC de todos os tempos, terem atuado também no verdão do Cariri.
Refiro-me ao maior de todos, Alberí Ferreira Matos, homenageado com o nome do nosso CT e ao
baixinho Odilon, (foto abaixo, Icasa , anos 80, 2o. agachado da esq. p dirieta) um "monstro" do Machadão.
valendo o seletivo para a série B/1994, ocorreram em 1993 :
Em 17/10/93, Icasa 2 x 1 em Juazeiro; Dia 22/11/93, empate de 1 x 1 em Natal
O que une os dois clubes é o fato de dois dos maiores craques do ABC de todos os tempos, terem atuado também no verdão do Cariri.
Refiro-me ao maior de todos, Alberí Ferreira Matos, homenageado com o nome do nosso CT e ao
baixinho Odilon, (foto abaixo, Icasa , anos 80, 2o. agachado da esq. p dirieta) um "monstro" do Machadão.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
MOÇA BONITA
Moça Bonita,é o nome do estádio do Bangú/RJ. Nele, o time proletário chegou a empatar com a seleção
brasileira em Março de 1970, ano do Tri.
Lembrei-me do estádio Guilherme da Silveira, ao constatar que todos querem namorar com o Frasqueirão
(foto). É o estado, município, CBF, vereador, deputado e senador. O frasqueirão virou a verdadeira
MOÇA BONITA.
Cabe ao ABC, defender seus interesses.
Que tal a CBF remarcar os jogos do Mais Querido na série B para as tardes de Domingo ?
O estado poderia "fechar" os módulos do Frasqueirão, construir novos camarotes, providenciar "cobertura" para todo o estádio. Caberia ao município um novo placar, novos acessos , projeto de mobilidade para a rota do Sol, linhas de ônibus em dias de jogos.
O America FC, cederia os jovens talentos, Dayvidson, Evaniel e David.
Com todas as obras prontas, um bom começo para submeter a apreciação dos sócios do Mais Querido.
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